A Renda Fixa no Cenário Atual

O que é Renda Fixa?

Os ativos de renda fixa são ativos (públicos ou privados) em que o rendimento da aplicação é conhecido na hora da compra. Assim, na data do vencimento do ativo você vai receber o retorno de acordo com que foi acordado na hora em que comprou.

Exemplo: um investidor compra um título de renda fixa com vencimento em 2035 que acompanha o IPCA mais 5%.

Apesar de não saber quanto será a inflação no período, o investidor sabe que em 2035 ele receberá exatamente a variação do IPCA mais uma rentabilidade de 5%.

O que é marcação a mercado?

Apesar de as rentabilidades dos ativos de renda fixa serem conhecidas no momento da sua compra, eles devem ser marcados a preços vigentes no mercado. A marcação a mercado é necessária para tratar os clientes que estão aplicando ou resgatando da forma mais justa possível.

Exemplo: fazendo um paralelo com o dia a dia, é como se os títulos de renda fixa fossem carros, cujo preço de venda pode ser estimado com base nos últimos negócios e marcado na carteira por uma espécie de tabela FIPE.

Porque a Renda Fixa varia?

A marcação a mercado pode afetar os títulos de forma positiva ou negativa, ou seja, quem está comprando ou vendendo os ativos antes da data de vencimento está sujeito aos preços negociados e marcados naquele dia. É importante ressaltar, entretanto, que caso o ativo não seja vendido, a remuneração será a que foi contratada do momento da compra.

Exemplo: No nosso exemplo, o investidor que comprou o título que promete rentabilidade de inflação mais 5% em 2035 receberá exatamente esse valor se manter o título até esse período. No meio desse caminho, entretanto, o título pode ser negociado a inflação mais 3% ou inflação mais 7%. Se o investidor decidir vender ele antes do prazo de vencimento, o retorno será igual ao atual valor do título naquele momento, podendo ser maior ou menor do que o contratado.

Porque a oscilação da Renda Fixa no momento atual?

No momento atual, os fundos de renda fixa (possuem os ativos de renda fixa como os descritos acima) passam por uma oscilação principalmente no que diz respeito ao mercado de crédito privado. Com a COVID-19, dois fenômenos principais aconteceram:

1) Aumentaram os resgastes dos fundos, pois as pessoas precisam dos recursos previamente investidos ou querem investir em outras oportunidades, como a renda variável;

2) Os participantes do mercado ficaram mais receosos em relação ao risco de inadimplência das empresas, exigindo taxas de retorno mais altas (preços mais baixos) para que aceitassem comprar esses títulos.

Assim, para conseguir entregar os resgates aos seus investidores, os fundos se viram forçados e vender e negociar ativos a taxas muito mais altas (preços muito mais baixos) do que os patamares anteriores ao início da crise. Como consequência, as cotas dos fundos de renda fixa sofreram grandes oscilações.

Compartilhe nas mídias

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
plugins premium WordPress